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Novo caso de gripe aviária é confirmado em ave silvestre no Brasil

Na contagem total já são 83 casos da doença em aves silvestres em todo o país, além de dois focos identificados em produção de subsistência por meio da criação doméstica.

A identificação de um novo episódio de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) em uma ave silvestre no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Agricultura. A contagem total agora chega a 83 casos da doença em todo o país, além de dois focos identificados em produção de subsistência por meio da criação doméstica.

O ministério também reportou que há outras três investigações em andamento, envolvendo coleta de amostras, mas ainda sem resultados laboratoriais conclusivos. Uma dessas investigações diz respeito a um ganso mantido em criação doméstica na cidade de Serra, no Espírito Santo.

As notificações relacionadas a aves silvestres ou de criação doméstica não afetam o status do Brasil como um país livre de IAAP e não resultam em restrições para o comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. Essa determinação está em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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Depois da proposta sobre criação de região autônoma para prevenção de riscos econômicos contra a gripe aviária não ter prosperado nas tratativas com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os três estados do Sul do país definiram, em conjunto com o governo federal, que todos terão condições autônomas ou interdição de forma municipalizada. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 60% da avicultura comercial do Brasil.

Segundo o presidente do Fórum de Sanidade do Brasil (Fonesa) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, no caso de casos de influenza aviária (H5N1) de alta patogenicidade (IAAP) serem detectados em criações domésticas ou comerciais, o município onde houve o registro ficará impedido de realizar exportações.

Segundo Martins, a posição clara adotada por países que são grandes compradores da carne de frango brasileira, como Japão e Coreia do Sul, reforçaram a tomada desta decisão, que já está valendo.

“O Japão nos sinalizou que, no caso de registro de influenza em aviculturas comerciais, que se interdite o município e o restante do estado está livre para venda”.

O Paraná, maior produtor avícola do Brasil, tem registro de 12 casos de gripe aviária, todos em animais silvestres e em municípios litorâneos. O estado concentra 27% de todos os plantéis, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), e responde por 39% das exportações desta carne brasileira.

Por lá, o primeiro registro de gripe aviária foi em maio. Como medida preventiva, o estado iniciou uma força-tarefa em parceria com o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) para remoção de todas as aves caseiras em municípios litorâneos. A ação, chamada de despopulação, está ativa 24 horas por dia e todas as famílias estão sendo indenizadas.

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