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Embrapa publica a primeira edição do Boletim Dez mitos sobre pecuária e gases de efeito estufa de 2022

Com as recentes polêmicas sobre o consumo de carne, a Embrapa lança o material para esclarecer dúvidas sobre o assunto

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lançou no último dia 25 de fevereiro, a primeira edição do ano do Boletim Dez Mitos sobre pecuária e gases de efeito estufa de 2022. O material foi desenvolvido pelos pesquisadores do CiCarne, Centro de Inteligência da Carne Bovina, da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

No Boletim nº 54, eles desmistificam 10 pontos polêmicos que têm sido divulgados sobre a relação entre o consumo de carne e o aquecimento global. Muitos questionamentos têm sido feitos por ambientalistas, vegetarianos, veganos e demais pessoas da sociedade, quanto à redução do consumo de carne como forma de reduzir o aquecimento global.

Na internet, vários vídeos, mensagens e comentários têm viralizado, neles muitas pessoas fazem várias declarações sobre a pecuária e suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Muitas delas sem amparo da ciência. A Embrapa desenvolveu os dez pontos para resgatar algumas dessas afirmações e analisá-las com métodos científicos.

Segundos os pesquisadores, nessas alegações existem dois riscos: os exageros que costumam circular em matérias de imprensa e redes sociais sobre o envolvimento da pecuária no tema ou a ideia que o setor não deve se preocupar com o tema.

Os dez mitos abordados e esclarecidos no Boletim são:

– A pecuária tem emissão maior do que o setor de transporte;

– A redução de metano entérico exige mudanças que podem inviabilizar a pecuária;

– A única maneira de reduzir a emissão de metano é reduzindo o rebanho;

– Não faz diferença a métrica que usamos, afinal é tudo GEE;

– Pecuária intensiva aumenta a produção por área, portanto reduz a emissão;

– A pecuária feita com pastagens em boas condições tem balanço positivo de carbono;

– A resistência em aceitar o sequestro de C no solo pelas raízes das plantas é para desconsiderar uma vantagem de países com pecuária baseada em pastagem;

– O metano entérico tem vida curta, se transforma em gás carbônico e é usado pelas plantas em razão de seu crescimento, portanto os ruminantes não têm nada a ver com o aquecimento global;

– É usado o GWP para prejudicar os pecuaristas;

– Quem defende o GWP* tem interesse apenas em ajudar os pecuaristas.

Para saber a análise completa dos pesquisadores, acesse o Boletim Dez Mitos sobre pecuária e gases de efeito estufa de 2022.

Janaina Honorato
Janaina Honorato
Jornalista especialista em agronegócio com formação em marketing digital. Experiência de 9 anos com comunicação para o agronegócio em reportagens de TV, rádio, impresso e internet.
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