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InícioDestaqueConsumo de frutas cada vez mais caro no Brasil

Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro divulgado hoje, apresentou dados que os brasileiros já sentiram no bolso: as frutas mais consumidas no País ficaram mais caras em janeiro, devido principalmente à oferta menor desses produtos.

Em termos percentuais, a melancia registrou os aumentos mais significativos. Em Vitória, o preço dessa fruta subiu 47,5%, a R$ 2,57 por quilo.

Para o mamão, embora a oferta da variedade formosa tenha aumentado, a colheita do papaya foi menor devido às chuvas. Assim, na praça capixaba, a cotação avançou 20,9%, a R$ 4,61 o quilo.

maçã continua com preços elevados e a comercialização diminuiu por conta da finalização dos estoques de gala e fuji. O quilo se valorizou 17,7% no Rio de Janeiro, a R$ 8,77 por quilo.

laranja teve variações pequenas e moderadas das cotações, oferta controlada devido à procura industrial, além da demanda no varejo em alta e oferta em queda na segunda quinzena do mês. Em São Paulo, subiu 5,4%, a R$ 2,38 por quilo.

banana foi a exceção e caiu. O quilo da banana caiu 20,2% em Curitiba, a R$ 2,40. Segundo a estatal, houve um incremento da oferta de banana nanica no país, com produtos de qualidade.

Hortaliças

O preço médio da cebola no mercado atacadista brasileiro caiu 35,13% em janeiro em relação a dezembro. O recuo mais expressivo ocorreu em Rio Branco, onde o quilo ficou 49,4% mais barato, cotado a R$ 4,73.

Segundo pesquisadores, a baixa foi provocada pelo aumento dos volumes disponíveis no Sul do país, especialmente em Santa Catarina. “Em janeiro, os envios às Centrais de Abastecimento (Ceasas) a partir desse estado aumentaram cerca de 25%”, diz a estatal, em nota.

Depois de algumas altas mensais, o tomate também fechou com média mais baixa em janeiro. Na central paulista, o quilo teve média de R$ 3,54, quase 24% abaixo dos preços em dezembro. Na contramão, subiu 86,5% em Recife, para R$ 5,09. “Fator relevante foi a maior oferta de tomate a partir de São Paulo, atingindo um aumento de quase 40% em relação a dezembro de 2022. A safra de verão intensificou-se com a perspectiva de manter seus volumes nos mercados em fevereiro”, diz a Conab.

A cotação da batata, que vem em alta desde setembro, subiu cerca de 2,3% no país em janeiro. No entanto, o movimento não foi uniforme entre os mercados atacadistas — subiu 52,3% em Vitória, para R$ 4,61, mas caiu 14,3% no Rio de Janeiro, a R$ 1,82 o quilo. “O abastecimento é realizado atualmente pelo produto proveniente da safra das águas, e o excesso de chuvas, em janeiro, influenciou na redução da oferta do produto, pressionando os preços”, explica a estatal.

Já a cenoura, que passou por um período de alta de preços, seguido por uma queda abrupta e depois pela estabilidade em baixos níveis no decorrer de 2022, em janeiro voltou a ter alta nos preços. A baixa oferta de Minas Gerais e São Paulo explica o movimento. A média ponderada do mês aumentou 41,52% em relação à de dezembro. Em Goiânia, o avanço foi de 60,7%, a R$ 2,17 por quilo.

Fonte: Conab

Fabiane Fagundes
Fabiane Fagundes
Jornalista especialista em agronegócio com formação em marketing digital e psicóloga em formação.
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