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Carne de frango é destaque do agronegócio brasileiro nas exportações

Avicultores desde a pandemia, enfrentam desafios com alta dos insumos principalmente com a alimentação dos animais

Nos cálculos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2022, o Brasil deve produzir cerca de 15 milhões de toneladas de carne de frango, o que vai garantir uma disponibilidade per capita de 48,6 quilos por habitante no ano.

 O índice, que atingiu o maior nível no ano passado chegando a 50,5 kg, apresenta uma ligeira queda de 3%, dada a pequena redução da oferta, aumento das exportações e crescimento da população brasileira.

Exportações

O Brasil é líder na exportação mundial de carne de frango desde 2004, representando cerca de 35% desse mercado. Só no ano passado, o país produziu 14,3 milhões de toneladas de carne de frango. Deste total, 32% foram exportados para mais de 150 nações, gerando uma receita de US$ 7,6 bilhões.

No último levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita das exportações brasileiras de carne de frango (entre in natura e processados), de janeiro a outubro, a receita das exportações de carne de frango alcançou US$ 8,195 bilhões, desempenho 29,3% maior que o registrado entre janeiro e outubro de 2021, com US$ 6,339 bilhões.

Em volume, os embarques registrados nos dez primeiros meses de 2022 chegaram a 4,060 milhões de toneladas, volume 5,1% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, com 3,864 milhões de toneladas.

Destinos

Entre os principais destinos de exportações do ano (janeiro a outubro), destaque para os Emirados Árabes Unidos, com 377,3 mil toneladas (+22.9%), Filipinas, com 215 mil toneladas (+45,6%), União Europeia, com 202,1 mil toneladas (+23,8%) e Coreia do Sul, com 153,3 mil toneladas (+63,2%).

Mercado Árabe – Catar

Maior exportador de carne de frango halal do planeta, pois segue princípios do Islã tanto na produção quanto no abate (o abate tem que ser através de degola, onde se esvai a maior quantidade de sangue possível e o animal tem que ser tratado de forma humanitária, respeitosa), o Brasil fornece aproximadamente 70% de toda a carne de frango consumida pelo Catar.

Apenas entre janeiro e outubro deste ano, a nação islâmica importou 90,6 mil toneladas do produto avícola brasileiro, o que gerou receita de exportações superiores a US$ 177,9 milhões para a avicultura nacional.

“A Copa é uma oportunidade única de fortalecimento de imagem. Para o nosso setor, é ainda mais especial, diante do nosso vínculo da imagem brasileira com o futebol e o fato de sermos o grande fornecedor de proteína para este mercado. Nesta Copa, o Brasil deve marcar gols muito além dos estádios, reforçando sua posição como parceiro pela segurança alimentar das nações islâmicas”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Seguindo o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), analisando dados também da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a relação de Goiás com o Catar é forte, já que somente no ano de 2022, o estado exportou cerca de 3,7 mil toneladas de carne de frango para o país sede do Mundial.

Produção de Frango Goiás

Goiás é o 5º maior estado produtor de carne de frango do Brasil, atrás do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, representando 8,37% do volume nacional. Em 2021, o estado goiano abateu 498 milhões de cabeças de frango, produzindo 1,1 milhão de toneladas de carne.

O maior desafio do avicultor brasileiro, o que não é diferente em Goiás, é o manejo dos animais, principalmente com a alimentação, que desde a pandemia vem ficando mais cara, com a valorização dos grãos no mercado.

“Tivemos uma elevação grande nos custos de milho e de farelo de soja, que são os dois ingredientes principais para as rações dos animais. A avicultura é totalmente dependente desses insumos e essa alta permaneceu em 2021 e em 2022 tivemos preços estáveis, mas em patamares elevados, chegando nesses últimos três anos a alta de cerca de 100% por cento nos custos com ração. Essas altas nos custos não foram repassadas de imediato para o consumidor, então as margens das agroindústrias foram sacrificadas, já o produtor que trabalha no regime de integração, produz os frangos através do sistema de parceria, onde os custos são atualizados anualmente e a participação nos resultados varia de acordo com a produtividade, não sofrendo interferência direta desta supervalorização dos insumos. Tudo é organizado de forma que o setor vai superando os desafios e o mercado vai se reorganizando ao longo do tempo”, analisa Cláudio Almeida Faria, presidente da Associação Goiana de Avicultura (AGA).

Para o especialista, o Brasil vem alcançando novos mercados para exportação de proteínas e quando o assunto é carne de frango, tem se tornado destaque, o que abre espaço para crescimento dos produtores nos estados e em 2022, a expectativa é de crescimento para o setor de avicultura.

“O Brasil vem alcançando um espaço maior, a gente acredita em um crescimento modesto em 2022, mas um crescimento sustentado. O Estado de Goiás também tem expectativa de um crescimento esse ano, não nos níveis que ocorreram nos anos anteriores, nos últimos três anos batemos recorde de crescimento, mas esperamos que vamos fechar o ano positivo, tanto na produção de carne quanto na produção de ovos”, destaca o presidente da AGA.

Janaina Honorato
Janaina Honorato
Jornalista especialista em agronegócio com formação em marketing digital. Experiência de 9 anos com comunicação para o agronegócio em reportagens de TV, rádio, impresso e internet.
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