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Campo Futuro: Custos de produção de café, grãos e pecuária de corte são analisados em RO e MG

Os painéis acontecem com apoio das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, sindicatos rurais, produtores e analistas de universidades e centros de pesquisa.

Os custos da produção de café, milho, soja e bovinocultura de corte foram mapeados em Minas Gerais e Rondônia por meio do projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os painéis acontecem com apoio das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, sindicatos rurais, produtores e analistas de universidades e centros de pesquisa.

Em Patos de Minas (MG), o projeto analisou os custos de produção da soja e do milho na safra 2022/23. Segundo o levantamento, a produtividade média para a soja foi de 62 sacas por hectare; para o milho verão, 160 sacas/há; e para o milho segunda safra, 70 sacas/ha.
Tiago Pereira, assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, afirmou que os altos custos operacionais chamaram atenção.

“Mesmo com clima favorável para a produção de grãos, principalmente milho, os altos custos combinados com os preços de venda baixos preocupam os produtores da região. Para o milho verão, só os fertilizantes representaram 47% dos custos diretos”, disse.


No município de Poço Fundo, também em Minas, o Campo Futuro levantou os custos de produção do café arábica orgânico em uma propriedade modal de quatro hectares de área produtiva, mão de obra familiar, cultivo em sequeiro, condução e colheita manual.

De acordo com os dados do painel, a produção na região foi fortemente impactada pelas geadas de 2021 e chuvas de granizo em 2022, o que reduziu a produtividade média de 25 sacas por hectare para 20 sacas. O clima adverso também favoreceu a maior incidência de patógenos, o que demandou maior número de aplicações de bioinsumos.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional do Café, Raquel Miranda, em comparação com o levantamento dos custos realizado em 2022 observou-se redução nos desembolsos apenas para fertilizantes.

“Os desembolsos diretos foram superiores para os demais componentes do custo de produção, com incremento de 556% com bioinsumos e fitossanitários, 59% com mão de obra, 25% com corretivos e 3% com mecanização.”

O painel de bovinocultura de corte foi realizado em Candeias do Jamari (RO), em uma propriedade modal com área total de 150 hectares. Na fazenda são 85 matrizes da raça Nelore para a produção de bezerros no sistema de cria.

ViaCNA
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