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A Política no agronegócio: como as eleições de 2022 devem impactar o setor?

Primeiro turno aconteceu no domingo (2) e candidatos podem impulsionar políticas agrícolas no país

As eleições 2022 aconteceram no domingo (2), para eleger 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 distritais, 27 senadores, 27 governadores e 1 presidente da República.

Mais de 156 milhões de eleitores estavam aptos a votar em todo Brasil, mas segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 32,7 milhões destes não foram às urnas, o que é semelhante aos resultados de 2018.

O trabalho dos políticos e servidores do Estado afeta diretamente toda a população, inclusive o setor do agronegócio, que é um dos pilares da economia brasileira e que também depende de políticas públicas de investimento e regulação. É o que aponta José Mário Schreiner, deputado federal (DEM-GO), coordenador de Política Agrícola na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), 1º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente do Sistema Faeg/Senar.

“O papel da política no agro é fundamental, principalmente as decisões que forem tomadas, tanto no âmbito econômico e de relações comerciais. Se nós temos um Plano Safra mais robusto, com juros equalizáveis com recursos do Tesouro Nacional, se nós temos a capacidade de termos relações comerciais com mais de 200 países no mundo inteiro, são decisões políticas que levam a isso e é claro, que o sucesso do agro brasileiro ele passa por elas”.

Eleições 2022

Política no tema, de quatro em quatro anos, o Brasil passa pelas eleições de novos representantes e é aí que o eleitor precisa ter consciência de quem escolhe para governar. Apertar números na urna, indicam que o voto é fundamental na democracia e serve para trazer soluções aos problemas e ainda implantar ideias que possam melhorar a educação, a saúde, a infraestrutura, a geração de empregos, a economia, segurança, produção de alimentos, as relações com o mundo e outros.

Nessas eleições de 2022, o próximo Presidente da República do Brasil não foi eleito em primeiro turno. Será conhecido no dia 30 de outubro, no segundo turno. No domingo (2), na primeira fase do pleito, Luís Inácio Lula da Silva (PT) somou 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL) teve 43,20%, com o total de 99,99% das urnas apuradas.

Agronegócio

Foto: Divulgação

Dentre as pautas destacadas nos dois planos de governo está o agronegócio. Lula trouxe como foco a política agrícola familiar e produção orgânica; a reforma agrária, políticas de financiamento e a sustentabilidade. Bolsonaro propôs fortalecer o setor com investimentos em tecnologia, política de bioinsumos, energia renovável, acesso ao crédito e regularização fundiária.

Schreiner acredita que o plano político do candidato do PL, esteja mais alinhado com o propósito do agronegócio e com a opinião dos produtores rurais.

“Faço um balanço positivo das propostas do presidenciável Jair Bolsonaro [PL], que tem demonstrado nos quase quatro anos o respeito que tem e a importância que dá ao setor agropecuário, diferente de outras propostas que falam até em regular a agricultura, que falam em situações em volta do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], sem dúvida nenhuma isso não é desejável. As propostas que vemos viáveis, mais recomendáveis e apropriadas para o setor agropecuário são do presidente Jair Bolsonaro”, analisa.

O que esperar dos governantes?

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou o documento “O que esperamos dos próximos governantes”, que reúne as principais propostas do setor agropecuário e que foram entregues aos candidatos à Presidência da República, parlamentares e autoridades.

O material, feito em conjunto com as Federações estaduais de agricultura e pecuária e com os sindicatos rurais, traz as contribuições do agro em temas específicos do setor e também propostas de interesse da sociedade em geral.

São quatro eixos no documento: o primeiro é segurança alimentar, com demandas para inovação tecnológica, logística e transportes, mercado internacional e acesso aos alimentos; o segundo traz propostas para o desenvolvimento econômico, abordando os seguintes tópicos: reforma tributária, reforma política, reforma administrativa, política agrícola e desenvolvimento regional.

Em terceiro, a CNA reuniu tópicos sobre o desenvolvimento social, com demandas para saúde, educação, emprego e segurança pública; e o quarto fala sobre o desenvolvimento sustentável, que incluiu as prioridades para a segurança ambiental, mercado de carbono, economia verde e agroenergia, compromissos internacionais e regularização fundiária.

Todas as propostas do documento foram debatidas em cinco edições do Jornada CNA – Eleições 2022, realizadas no primeiro semestre deste ano.

“É um documento que abrange não só as necessidades primordiais do agro, como política agrícola, infraestrutura, segurança jurídica, mas acima de tudo ele envolve toda a sociedade brasileira, no que diz respeito à saúde, a educação, as várias reformas que precisamos: a reforma administrativa, a reforma tributária, a reforma política, que vem do interesse à toda a sociedade brasileira. Foi feito com os seminários e várias discussões com especialistas em cada área. Talvez seja o documento mais amplo entregue aos presidenciáveis”, explica Schreiner.

Acesso a íntegra do documento “ O que esperamos dos próximos governantes “.

Segurança Alimentar

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estimou que a população global deve alcançar 10 bilhões de pessoas até 2050 e é preciso produzir alimento para todos com sustentabilidade. Para Schreiner todas as nações estão preocupadas em alimentar seus habitantes, segurança alimentar que deve passar pelo Brasil, considerado o celeiro do mundo.

“Nós precisamos ter mais discussões amplas sobre segurança alimentar e que envolve vários temas: renda da população, empregabilidade, combate à inflação e o setor agropecuário tem trabalhado muito para que nós possamos cada dia mais colocar alimentos mais baratos na mesa dos brasileiros e do mundo todo. E por outro lado, é uma oportunidade do Brasil se colocar no cenário mundial na produção de alimentos. É o país que vai gerar paz através da produção de comida para todo mundo, gerando segurança alimentar”, enfatiza José Mário Schreiner.

Janaina Honorato
Janaina Honorato
Jornalista especialista em agronegócio com formação em marketing digital. Experiência de 9 anos com comunicação para o agronegócio em reportagens de TV, rádio, impresso e internet.
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